Mochilando no Chile – Dia 2: O oceano Pacífico

23 de junho de 2009

Esses eventos aconteceram durante as 24 horas do dia 15/06/2009.

Passagem para Viña del Mar pela empresa CondorDepois de uma noite regada a música e alcool, acordar cedo na segundona não foi muito fácil. Mas lá fomos nós, com toda a boa vontade do mundo, procurar uma agência de turimos que nos levasse para Viña del Mar e Valparaiso. Como o passeio a Pucon #fail, tive que buscar coisas para fazer nos 4 dias que iria para o sul do Chile. Coisas bem menos extremas, claro, mas que ainda foram divertidas.

Saímos logo cedo com um grupo de 11 pessoas. Conseguimos um desconto maiomeno: com o transporte (onibus de ida e volta) + city tour o pacote ficou cerca de 11 mil pesos por pessoa (mais ou menos 45 reais). O preço individual era de 15 mil pesos (12 reais mais caro).

Direto para o terminal de ônibus, pegamos o “bus” (bús mesmo, não bãs) e chegamos lá cerca de 2 horas mais tarde. A cidade é muito bonita, tem um ar meio europeu, lembra algumas cidades do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais.

Ponto alto de Viña del MarLogo no começo do city tour o guia nos levou num ponto alto para vermos a cidade. Diferente de Santiago, que é totalmente plana, Viña del Mar possui ladeiras impressionantes. A vista lá de cima foi realmente impressionante.

Descendo do morro demos de cara com um dos maiores símbolos chilenos. O Rapa Nui. Segundo o guia, essa era a única peça dos monumentos verdadeiros que estava fora da Ilha de Pascoa (e eu que num dia qualquer desses de ressaca extrema confundi a Ilha de Pascoa com Stonehenge).

Galera mochileira no Rapa Nui
Galera mochileira no Rapa Nui

Conhecemos também o Anfiteatro Quinta Vergara, famoso mundialmente pelos seus festivais de Anfiteatro Quinta Vergaramúsica. Vários brasileiros se apresentaram nesse local, e se não me engano, o pagodeiro Alexandre Pires alcançou a fama internacional depois de vencer esse festival.

Depois, o Relógio Florido, que me lembrou muito as cidadezinhas do interior de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Subindo as ladeiras da cidade encontramos um pequeno castelo inglês que ficava na mesma rua da casa de veraneio do chefe de estado chileno.

Logo após um almoço num Burguer King a primeira visualização de um oceano que dá de cara para a Ásia: o Pacífico. Uma experiência bem diferente para quem está acostumado com a África no fim do horizonte marítmo. A temperatura da praia estava muito fria, e a água beirava o congelante. Muito diferente do que estamos acostumados com a costa brasileira, mas sentar e observar o Pacífico com certeza faz você pensar, é uma experiência bem interessante.

febox de costas pro PacíficoSeguindo reto aqui provavelmente chegariamos na Australia ou Nova Zelandia.

A cidade é realmente muito interessante. Possui um Cassino, muito poder militar que fica exposto, construções lindas, ladeiras malucas e muito jardim planejado. Vale o passeio, é tranquilo, sem nada muito obscuro ou extremo, mas dá para passar um dia legal pelas redondezas.

Já em Santiago, a noite foi de festa e muita bebida, e não podia ser diferente. A brasileirada aonde se encontrava fazia festa, demorava pouco pra aparecer alguns estrangeiros e se enturmarem com nós. Sem detalhes nessas partes, “What happens in Santiago, stays in Santiago”.

Veja várias outras fotos de Viña del Mar e Valparaiso no meu Flickr.

Mochilando no Chile: Dia 1 – Chegando em Santiago

22 de junho de 2009

Esses eventos aconteceram durante 24 horas do dia 14/06/2008, nao necessáriamente em tempo real. Toma essa Jack Bauer, seu sistemático.

A noite do dia 13 para o 14 nao foi uma das mais bem aproveitadas dos ultimos tempos. A empolgaçao simplesmente venceu o sono. Pessoal agitando no twitter, despedidas demoraaadas nos IMs todos, email aqui, email ali, checa mala, checa documentaçao. Dormi cerca de 4 horas, pois já às 8:30, estava no aeroporto de Guarulhos fazendo check-in. Despedidas do papai e da mamae e la fomos nós. Só eu e a minha mochila.

O vôo da Gol/Varig (sem escala, direto Guarulhos-Santiago) me surpreendeu. Serviram um almoço muito bom, com a opçao de frango ou massa (claro que foi a minha escolha catzo!), uma salada acompanhando, um doce de brigadeiro (sensacional) e um paozinho, além de refrigerante-suco-agua. Minha ruffles sabor churrasco (remanescente de um encontro antigo e nao consumida) sobreviveu.

Almoço do aviao

Almoço do aviao

Depois de algumas horas voando, a bela Argentina deu as caras. Segundo o comissário, era Cordoba, coberta por neve. Mas sem dúvida a parte mais bonita (e emocionante) do trajeto aéreo é o momento de atravessar a Cordilheira dos Andes. A vista é de tirar o folego, assim como as enormes e cruéis turbulências. Cheguei a ver gente com muito medo, mas muito mesmo, do tipo apavorada (OMGOMGOMGOMFG!!!!!!!!1111111!!11!!umum!!!!). O tempo estava péssimo e mais de 60% da travessia da cordilheira foi sobre nuvens, o que acabou totalmente com a graça. Logo após a cordilheira, Santiago. Sob chuvas.

Cordilheira dos Andes

Cordilheira dos Andes

Saio do aviao, imigraçao. Logo após, retirada das malas. Cachorros. Sim, cachorros, vários deles, farejando toda a bagagem que passava na esteira, assim como todo mundo que ali aparecia com a finalidade de recuperar seus pertences. Por isso, galerinha alternativa, fica a dica. Nem cogitem qualquer possibilidade de mucosar algo e entrar em Santiago de vôo internacional.

Na saída do aeroporto, encontrei a pessoa que tinha combinado, e quando menos esperava vários chilenos grudaram oferecendo todo tipo i e inimaginável de transporte – o que chega a irritar. Trocamos alguns dólares por pesos chilenos e bora pro albergue de transfer (uma van, que por 5700 pesos te leva até a portal do hotel/hostel). Durante o trajeto, conversando em portugues, as 2 (e únicas) pessoas sentadas no fundo da van soltaram um ”Vocês sao brasileiros? A gente também!”. Em resumo, eram de Floripa, e nunca mais nos encontramos.

A priori nao iamos para o Bella Vista (hostel), pois pegariamos um onibus noturno direto para a cidadela de Pucon, localizaçao do vulcao Vilarrica – um dos, senao o maior motivo para visitar o Chile. Mas a chuva apertava, e resolvemos deixar nossas malas por lá (ou melhor, por aqui). O albergue fica em uma ótima localizaçao – um bairro boemio de Santiago, lotado de pubs e bares. O ambiente é todo meio “guerrilha” meio “nós-somos-jovens-jovens-jovens-somos-do-exército-do-exército-do-surf”. Duas cozinhas, maquina de lavar, 3 computadores com internet e tudo liberado, vários quartos, pebolim (ou totó), sinuca, tela de LCD, violao, etc. Ainda no balcao, nos deparamos com outro brasileiro, que estava sentado conversando com alguns “gringos” (o que só percebi ser equivocado da minha parte, hoje – dia 16 – pois o gringo aqui sou eu). Pegamos informaçoes de como comprar a passagem de Pucon e fomos conhecer o metro (e terminal de onibus) de Santiago. Na volta ainda fomos na caminhada para um outro albergue que algumas conhecidas estariam e conhecemos um chileno que adorava zoar o futebol brasileiro. Rapaz gente fina, mas nem ligou quando eu zoei que o Palmeiras eliminou o Colo-colo. Na verdade nem sei mais se o Colo-colo é realmente um time chileno. Gracinhas das atendentes quando pedimos 12 empanadas de queijo (pastéis). Muita chuva depois, resolvemos parar num pub/bar na mesma rua e chuta o que eu tomei:

Pub - Stella Artois

Pub - Stella Artois

Mas claro, vir até aqui e tomar uma cerveja européia nao é muito inteligente. Já emendei numa “Escudo” e  até agora (desconsiderando a Heineken que acompanhou as empanadas e o bar de hoje) nao tive motivo para experimentar outra. Cervejinha muito da boa, vem meio litro na menor garrafa, e é mais barato que os 5 dólares da Stella Artois.

Cerveja Escudo

Cerveja Escudo

Resolvemos passar no hostel para ver se algum(a) conhecido(a) tinha chegado. Aí veio a bomba: Devido ao excesso de chuvas, todo mundo tinha cancelado  a viagem a Pucon. Nao é seguro tentar subir o vulcao. Até cogitei por um tempo irmos sozinhos para lá e contar com a sorte, mas acabamos voando para o terminal e trocando nossas passagens por pesos denovo. Povo chileno pega e resolve, nao fica criando empecilhos por bobagem. Na propria passagem estava impresso que reembolsos só seriam feito caso fossem notificados 4 horas antes da saída do onibus. Avisei cerca de 1 hora antes e o processo foi imediato, sem frescura ou aquele jeitinho brasileiro de sempre sair por cima.

Voltando ao albergue, improvisamos uma reserva (paramos num quarto com 12 pessoas e misto) e ao entrar na sala de computador, uma ótima surpresa… A sala estava lotada de brasileiros, um violao e alguns gringos tentando cantar/dançar. Até eu cantei algumas e toquei algumas. Uma noite muito agradável, que foi extendida para um boteco e ainda um outro bar.

Toca Raul febox...

"Toca Raul febox..."

Foi um belo dia. Em breve posto detalhes dos outros dias.

Ah, e o metro de Santiago tem rodas.

Metro com rodas

Metro com rodas

Próximos dias… longe daqui.

12 de junho de 2009

É pessoas, o mundo dá voltas, e algumas delas são extremas e inesperadas. Depois de um 2008 turbulento, 2009 parecia tomar o mesmo caminho. Breve e equivocado engano da minha parte.

Nesse domingo embarco com nada mais que a minha mochila para o Santiago (Chile) e de lá pego um ônibus para a cidade de Pucon.  Lá, o objetivo é conquistar o topo do Vilarrica, vulcão em atividade coberto por neve. Não é uma tarefa tão simples, e confesso que fiz um leve trabalho de condicionamento físico para isso.

Conseguimos juntar um pessoal muito legal que encarará tudo isso juntos. Não sei qual será a disponibilidade de internet por lá, mas pretendo publicar o andamento, os passeios, os resultados e muitas fotos. Portanto, acompanhem e comentem!

Outros blogs a acompanhar (os autores estarão lá comigo – inclusive, já estão viajando):

http://diomochila.blogspot.com
http://route777.blogspot.com

Alguns posts de outros assuntos aparecerão por aqui, já estão prontos, programados para aparecerem automaticamente e não deixar esse blog às moscas (o que será bem sinistro se acontecer algo no vôo heheheh – blogueiro fantasma *3 soquinhos na madeira*).

“Puro, Chile, es tu cielo azulado,
puras brisas te cruzan también,
y tu campo de flores bordado
es la copia feliz del Edén
Majestuosa es la blanca montaña
que te dio por baluarte el Señor,
y ese mar que tranquilo te baña
te promete futuro esplendor.”

(Veja aqui o meu post do dia dos namorados do ano passado. O nome do blog era “Histórias de um futuro mochileiro” mas devido ao excesso de problemas em 2008, virou um belo de um poço de lamentações – o que fez eu até mudar o nome e colocar apenas “febox”. Em 2009, vida 200% diferente. E em 2010, como será o meu post do dia dos namorados?)

Riders on the Storm: The Doors em Campinas

22 de abril de 2009

Aconteceu ontem, 21.04.2009, na casa de eventos Red em Jaguariúna, SP (apesar dos anúncios indicarem que o mesmo aconteceria em Campinas), o show mais esperado pelos roqueiros da região: The Doors, com seus membros remanescentes Robby Krieger (guitarra) – compositor de nada mais que Light my Fire, Touch Me, Love me two times e Love her Madly – e Ray Manzarek (teclado), além de Brett Scallions, ex-Fuel (vocal), Phil Chen (baixo) e Ty Dennis (bateria). Tive o prazer de assistir a apresentação e posto aqui minhas impressões.

Ray Manzarek Os flyers e o próprio convite informavam: “The Doors – Riders on the Storm”, mais uma informação incorreta, uma vez que Robby e Ray perderam o direito de utilizar o nome The Doors para a família do finado e genial Jim Morrison, e se apresentam com a banda chamada “Riders on the Storm”. O convite informava “The Doors no palco: 21:30” o que também não ocorreu (o show atrasou entre 15 e 20 minutos), para fúria de muitos que já não aguentavam o musical solitário que era tocado antes da apresentação principal (apesar do bom repertório apresentado). Infelizmente a dicção do músico de abertura era péssima e entender o que ele falava (como seu nome, seu endereço  do Youtube, etc) foi praticamente mais difícil do que lembrar dessas informações após o verdadeiro espetáculo da noite.

Robby Krieger Após 40 anos da formação da banda, seus integrantes ainda mostram o espírito original da música do Doors: O rock que migra dos (nem sempre tão) pesados solos improvisados para a poesia em apenas alguns acordes. Logo no começo, com músicas como Break On Through, When the Music’s Over e Love me two times, a performance lembrou bastante a banda de décadas atrás, ainda sob o comando de um dos melhores vocais da história do rock. Confesso que eu, como fã, em alguns momentos me senti emocionado ao me ver na presença de ícones tão importantes, ao som de músicas que marcaram e continuam presentes na minha vida. Lembrei de épocas passadas em que essas letras eram trilha sonora, e dos amigos que não estavam mais ali. Imaginei como foi para aqueles senhores que estavam a menos de 5 metros de mim, ter conhecido Jim Morrison, ou Jimi Hendrix.

O vocal de Brett Scallions, apesar de muitas vezes se distanciar do de Morrison, não deixou a desejar. Parecia muito a vontade, como se tocasse com aqueles músicos há anos. Brincou com o público, mecheu com as garotas, falou sobre drogas, confundindo os sentimentos de quem assistia: Não sabia se me divertia, ou se me enfurecia pela cópia do verdadeiro vocalista do Doors. Até a rodada de microfone e chute no pedestal estiveram lá. E apesar de todo mundo saber que o espírito roqueiro é fiel, acima de tudo sua performance foi bastante satisfatória.

O ritmo do show muitas vezes foi desacelerado com músicas mais lentas como Waiting for the Sun ou pelo solo espanhol que Robby improvisou durante um dos intervalos. Porém, a velocidade retornou, por exemplo, quando Ray brincou com todos os integrantes da banda com sua performance de Sex Machine (dedicada a James Brown e a Jim Morrison) preparando o terreno para o que seria uma calorosa performance de Touch Me

Muitos dos solos mostravam arranjos de músicas clássicas, e várias improvisações trouxeram notas diferentes das já conhecidas durante as músicas. Em um momento, Ray perguntou: “O que vocês querem ouvir?”. Eu confesso que esperava escutar algumas outras como Roadhouse Blues ou até mesmo Riders on the Storm. Boa parte gritou Light my Fire, enquanto um grupo pediu a psicodélica e histórica The End. Mas Ray foi incisivo: “We don’t do The End, we don’t play that one”. A apresentação terminou com L.A. Woman (minha favorita), e claro, Light my Fire, ambas com solos gigantes em que cada membro do grupo improvisou algo.

Mais uma ótima apresentação, dessas que ficarão eternamente tatuadas na memória (mesmo porque, novamente, não tive como tirar fotos).

Robby Krieger e Ray Manzarek deixam suas marcas na calçada da fama em Hollywood
Robby Krieger e Ray Manzarek deixam suas marcas na calçada da fama em Hollywood

Fuerza Bruta: Eu fui!

4 de novembro de 2008

Hoje posso dizer que sou uma pessoa mais feliz por ter assistido um dos espetáculos mais legais desse mundão véio sem portera. Fuerza Bruta.

Fuerza Bruta: Ingressos

O show mistura performances teatrais com malabarismo, cenas belas com cenas levemente sensuais, poesia com música eletrônica e muita participação do público. O cenário é bastante mutável, em alguns momentos ocupando o meio da platéia, outras vezes a lateral, e até mesmo o piso superior também conhecido como “teto”. :P

Fuerza Bruta

Ao entrar no local (no caso, um galpão no Parque Villa Lobos), o público fica com um enorme ponto de interrogação, sem fazer idéia do que esperar. E justamente por isso, não detalharei o que acontece no espetáculo! :D

Fuerza Bruta

Infelizmente acabei esquecendo de tirar fotos (sim, esqueci), portanto estou colocando nesse post algumas fotos encontradas na internet.

Se você gosta de arte, performances, música eletrônica e não tem medo de água, recomendo que assista o Fuerza Bruta (que está em sua penúltima semana, já no segundo prazo prorrogado). E se curte uma boa balada, vá na sessão mais tarde. Não se arrependerá.

Fuerza Bruta

Você consegue os ingressos no Ticketmaster ou em alguma loja Fnac.
Site Oficial: Fuerza Bruta

Blogcamp Rio de Janeiro 2008

30 de setembro de 2008

#blogcamprj

Muita gente já postou as impressões pessoais sobre o #blogcamprj, que rolou nesse final de semana no Rio de Janeiro, portanto, não focarei tanto no técnico. Não vou citar nome das pessoas aqui, e sim seus respectivos blogs/sites, pois não sei até aonde eles gostariam de ter seu nome publicado, e o blog tenho certeza que ninguém vai se importar. E minhas sinceras desculpas àqueles que eu esquecer.

Bom, primeiro eu vou falar um pouco sobre a cidade. Infelizmente não vi Cristo, não vi corcovado, pão de açucar, sequer vi o mar, muito menos alguma garota de ipanema de bikini. O trânsito do Rio é caótico. Totalmente sem regras, vence o mais malandro (palavras de um carioca). Me senti da mesma maneira quando fui para São Paulo dirigindo a primeira vez. Portanto, apesar de ter desacreditado na organização do lugar, sei que o pessoal de lá já se acostumou e acaba achando tudo normal. Vira uma grande bagunça que funciona.

Fui com o SmokingPot (que segundo ele significa um pote de fumar heheheh, ok vc quem manda chefe), uma puta companhia legal. Não é fácil encarar tantas horas de carro ida e volta com alguém que você acabou de conhecer, mas isso não foi problema em momento algum. Após errarmos uma entrada e darmos de cara com uma rua fechada por pessoas que curtiam um baile funk ali mesmo (tudo que falaram pra gente evitar ao máximo), chegamos muito cedo lá, dormimos um tempo no carro, e entramos. Logo na entrada conhecemos Techbits, George on Tech (prazer, Pagestacker, meu cartão), Le Bravo, entre outros.

Oi Nave

O local aonde ocorreu o evento, Oi NAVE, é sensacional. Difícil acreditar que existe um local de ensino como aquele, com telas de LCD por todos os lados, videogames ligados, uma sala com super-pong (!!) e frases sobre games estampadas nas paredes. As “oficinas” demoraram para começar (entre aspas porque foram muito mais super-debates do que oficinas). Nesse meio tempo, conhecemos Patricia Haddad, Estraga Filmes, o blogueiro que escrevia para homossexuais (não consegui o endereço do blog dele) e outros que infelizmente não me recordo agora.

Galera espalhada pelos pufs, definição de temas (pelos próprios blogueiros), e lá fomos nós. Monetização, criação de conteúdo, inserção na blogosfera, start-up, segurança no wordpress, legislação, criação de arte (música, literatura, quadrinhos), organização em portais, etc. Nesse meio tempo encontramos Doris do Fonte Rosa, Bobagento e outros. O bate-papo foi muito bom, sem dúvida alguma me inspirou a tocar alguns projetos que estavam parados há algum tempo. No almoço encontramos vários outros como Cristiano Web e MissMoura.

Saindo do evento, após muita confusão no caminho, chegamos no Buxixo. Boa parte dos participantes do #blogcamprj estava ali. Sentamos em alguns lugares vagos e conhecemos blogueiros bem legais como Markun (uma das melhores discussões de toda a viagem), Maffalda (que não tem a idade que falou, nunca), O que ela diz e mais alguns. Depois de pegar muito no pé da galera procurando um motivo que faria o Rio de Janeiro realmente diferente de outros lugares paulistas, fomos pra Six, baladinha. E daí pra frente, é What Happens in Vegas Stays in Vegas… =P

Valeu Bruno Dulcetti, Beto Largman, Edson Mackeenzy e Fábio Lima, e outros, pelo ótimo evento!

Lista de presença #botecamp no Buxixo na Tijuca: http://spreadsheets.google.com/pub?key=pT2zBWIbGS5nJhcLNsmF3DA

Fotos do próprio site do Blogcamp. Levei a câmera, mas pra ter idéia de como foi, nem lembrei dela.

Rock and Roll Music

19 de junho de 2008
Segue meu review do show de Chuck Berry que aconteceu em São Paulo, no HSBC Brasil, em 18/06/2008:

É isso. Estive na presença da lenda, Chuck Berry.

Casa cheia (apesar dos ingressos custarem cerca de 200 a 300 reais). Exatamente no horário marcado, 21:30, as cortinas se abrem. E lá vem ele. Chuck Berry. De camiseta vermelha brilhante, e quepe de marinheiro.

A lenda mostrou em vários momentos que não possui mais a mesma vitalidade de antes, várias músicas foram executadas de maneira bem mais lenta que a original, alguns riffs foram executados pelo tecladista (o ótimo Bob Lohr), e o show teve seu foco no Blues, ao invés do Rock (ritmo que Chuck Berry ajudou a construir e estruturar). Em alguns momentos a letra da música também não acompanhou corretamente a melodia. Mas nada que apagasse o brilho desse senhor de 81 anos, talvez um dos seres mais talentosos que já pisou em nosso planeta.

Sweet Little Sixteen foi bastante alterada, em alguns momentos a música que foi regravada por outras inúmeras lendas do rock, parecia outra música, com um tom bem mais calmo e melancolico, tornando tudo muito mais interessante.

Chuck em certo momento pediu para o público escolher uma música. Uma garota da platéia disse alguma coisa para ele, que logo respondeu: “Mas essa música não é minha! Posso tocar Rock and Roll Music?”, levando a platéia aos risos, como sempre fez.

Logicamente, o show teve um ápice: Johnny B. Goode. A música que é praticamente mais lenda que seu próprio compositor, levou todos ao extase. Todos ficaram de pé (único momento do show, que não possuia pista, somente mesas), cantaram, dançaram. Momento muito legal, um grande coro cantando “Go Johnny! Go!”, inesquecível.

Pra quem achava que Chuck Berry está tocando Blues totalmente por não ter capacidade de tocar mais rápido ou algo mais dançante, se impressionou no momento em que Chuck tirou um rápido duelo com o teclado. Com a voz ainda mais rouca que o normal, suas músicas encaixaram perfeitamente no estilo. Obra de arte.

Até que começaram a invadir o palco. Primeiro um rapaz, que fez com que Chuck desse uma bronca nos seguranças “Ei seguranças, vocês possuem uma tarefa, executem-na”. Logo após esse incidente, o palco foi invadido por várias garotas. Na próxima música aconteceu o mesmo, e Chuck Berry deixou o palco com a música ainda rolando. Não voltou mais.

Duração de exatos 60 minutos (cerca de 5 reais o minuto pra quem pagou 300 reais no ingresso), mas afirmo que foram 60 minutos históricos. Saí de lá muito feliz e satisfeito de ter presenciado aquele momento em meu país. Infelizmente não rolou “Rollover Beethoven”, “Maybelline” ou “No Particular Place to Go”. De qualquer maneira, nunca esquecerei desse show. ;)

Clique na foto a seguir para acessar o álbum com algumas poucas outras.

Shows

E a companhia se mostrou bem mais agradável do que o esperado. Nada como ter os sentimentos no lugar, no fim foi muito divertido, momentos sensacionais. Valeu!

Sweet Little Sixteen

18 de junho de 2008
Hoje, sem dúvida, vou estar na presença de uma das maiores lendas do rock (e da música em geral) vivas atualmente. Chuck Berry. Finalmento chegou o dia.

Chuck Berry praticamente fundamentou o Rock and Roll dançante, a guitarra, e mudou o rumo da humanidade com suas músicas. Já compos (e gravou) com Elvis, influenciou os Beatles (que inclusive regravaram “Rollover Beethoven”, de Chuck Berry), e mais inúmeras bandas e artistas que fazem parte do dia a dia de todo o mundo. Tem músicas em filmes como “De Volta para o Futuro”, é considerado o verdadeiro rei do rock, ao contrário do que muitos pensam (Elvis Presley).

John lennon uma vez disse: “Se você quiser dar outro nome ao rock and roll, chame-o de Chuck Berry.”. A revista Rolling Stone considerou Chuck Berry como o quinto lugar em uma lista chamada “Os 50 imortais”. A mesma revista o colocou em sexto lugar em outra lista, dessa vez “Os melhores guitarristas de todos os tempos”. Ele também compos a música “Johnny B. Goode”, que me inspirou em inúmeros momentos da minha vida, me fez tocar guitarra, entre outras coisas, e está em sétimo lugar como “Maiores músicas de todos os tempos”.

Hoje com 81 anos, Chuck Berry ainda cativa todos em seus shows, com seus pulos e piadas. Estou muito feliz de poder participar de um show como esses ainda aqui no Brasil, alguns anos atrás ele veio ao país mas fez uma apresentação no rodeio de barretos (sem chances). Infelizmente esse marco da minha vida não será com alguém importante, que eu queira ter pra sempre ao meu lado. Esse era o momento perfeito para ter alguém denovo, alguém que eu quisesse fazer uma história, passar momentos históricos. Vou com a minha ex, pois os ingressos já haviam sido comprados antes dessa confusão toda (e possui o nome impresso neles), o que pode ser a fórmula perfeita para mais uns dias deprê. Mas por outro lado, o ingresso foi ganhado, e seu valor é altissimo. O jeito é não focar nas coisas erradas e ser feliz!

Estou MUITO empolgado, fazia um bom tempo que eu não acordava com dor de barriga devido a compromissos do genero hehehe.

Se conseguir tirar fotos amanhã posto algumas aqui.

Valeu, beijos, queria pra caramba alguém melhor la comigo! Mas fica assim, vamo que vamo.