Posts com a Tag ‘Chile’

Mochilando no Chile – Dia 2: O oceano Pacífico

terça-feira, 23 de junho de 2009

Esses eventos aconteceram durante as 24 horas do dia 15/06/2009.

Passagem para Viña del Mar pela empresa CondorDepois de uma noite regada a música e alcool, acordar cedo na segundona não foi muito fácil. Mas lá fomos nós, com toda a boa vontade do mundo, procurar uma agência de turimos que nos levasse para Viña del Mar e Valparaiso. Como o passeio a Pucon #fail, tive que buscar coisas para fazer nos 4 dias que iria para o sul do Chile. Coisas bem menos extremas, claro, mas que ainda foram divertidas.

Saímos logo cedo com um grupo de 11 pessoas. Conseguimos um desconto maiomeno: com o transporte (onibus de ida e volta) + city tour o pacote ficou cerca de 11 mil pesos por pessoa (mais ou menos 45 reais). O preço individual era de 15 mil pesos (12 reais mais caro).

Direto para o terminal de ônibus, pegamos o “bus” (bús mesmo, não bãs) e chegamos lá cerca de 2 horas mais tarde. A cidade é muito bonita, tem um ar meio europeu, lembra algumas cidades do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais.

Ponto alto de Viña del MarLogo no começo do city tour o guia nos levou num ponto alto para vermos a cidade. Diferente de Santiago, que é totalmente plana, Viña del Mar possui ladeiras impressionantes. A vista lá de cima foi realmente impressionante.

Descendo do morro demos de cara com um dos maiores símbolos chilenos. O Rapa Nui. Segundo o guia, essa era a única peça dos monumentos verdadeiros que estava fora da Ilha de Pascoa (e eu que num dia qualquer desses de ressaca extrema confundi a Ilha de Pascoa com Stonehenge).

Galera mochileira no Rapa Nui
Galera mochileira no Rapa Nui

Conhecemos também o Anfiteatro Quinta Vergara, famoso mundialmente pelos seus festivais de Anfiteatro Quinta Vergaramúsica. Vários brasileiros se apresentaram nesse local, e se não me engano, o pagodeiro Alexandre Pires alcançou a fama internacional depois de vencer esse festival.

Depois, o Relógio Florido, que me lembrou muito as cidadezinhas do interior de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Subindo as ladeiras da cidade encontramos um pequeno castelo inglês que ficava na mesma rua da casa de veraneio do chefe de estado chileno.

Logo após um almoço num Burguer King a primeira visualização de um oceano que dá de cara para a Ásia: o Pacífico. Uma experiência bem diferente para quem está acostumado com a África no fim do horizonte marítmo. A temperatura da praia estava muito fria, e a água beirava o congelante. Muito diferente do que estamos acostumados com a costa brasileira, mas sentar e observar o Pacífico com certeza faz você pensar, é uma experiência bem interessante.

febox de costas pro PacíficoSeguindo reto aqui provavelmente chegariamos na Australia ou Nova Zelandia.

A cidade é realmente muito interessante. Possui um Cassino, muito poder militar que fica exposto, construções lindas, ladeiras malucas e muito jardim planejado. Vale o passeio, é tranquilo, sem nada muito obscuro ou extremo, mas dá para passar um dia legal pelas redondezas.

Já em Santiago, a noite foi de festa e muita bebida, e não podia ser diferente. A brasileirada aonde se encontrava fazia festa, demorava pouco pra aparecer alguns estrangeiros e se enturmarem com nós. Sem detalhes nessas partes, “What happens in Santiago, stays in Santiago”.

Veja várias outras fotos de Viña del Mar e Valparaiso no meu Flickr.

Mochilando no Chile: Dia 1 – Chegando em Santiago

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Esses eventos aconteceram durante 24 horas do dia 14/06/2008, nao necessáriamente em tempo real. Toma essa Jack Bauer, seu sistemático.

A noite do dia 13 para o 14 nao foi uma das mais bem aproveitadas dos ultimos tempos. A empolgaçao simplesmente venceu o sono. Pessoal agitando no twitter, despedidas demoraaadas nos IMs todos, email aqui, email ali, checa mala, checa documentaçao. Dormi cerca de 4 horas, pois já às 8:30, estava no aeroporto de Guarulhos fazendo check-in. Despedidas do papai e da mamae e la fomos nós. Só eu e a minha mochila.

O vôo da Gol/Varig (sem escala, direto Guarulhos-Santiago) me surpreendeu. Serviram um almoço muito bom, com a opçao de frango ou massa (claro que foi a minha escolha catzo!), uma salada acompanhando, um doce de brigadeiro (sensacional) e um paozinho, além de refrigerante-suco-agua. Minha ruffles sabor churrasco (remanescente de um encontro antigo e nao consumida) sobreviveu.

Almoço do aviao

Almoço do aviao

Depois de algumas horas voando, a bela Argentina deu as caras. Segundo o comissário, era Cordoba, coberta por neve. Mas sem dúvida a parte mais bonita (e emocionante) do trajeto aéreo é o momento de atravessar a Cordilheira dos Andes. A vista é de tirar o folego, assim como as enormes e cruéis turbulências. Cheguei a ver gente com muito medo, mas muito mesmo, do tipo apavorada (OMGOMGOMGOMFG!!!!!!!!1111111!!11!!umum!!!!). O tempo estava péssimo e mais de 60% da travessia da cordilheira foi sobre nuvens, o que acabou totalmente com a graça. Logo após a cordilheira, Santiago. Sob chuvas.

Cordilheira dos Andes

Cordilheira dos Andes

Saio do aviao, imigraçao. Logo após, retirada das malas. Cachorros. Sim, cachorros, vários deles, farejando toda a bagagem que passava na esteira, assim como todo mundo que ali aparecia com a finalidade de recuperar seus pertences. Por isso, galerinha alternativa, fica a dica. Nem cogitem qualquer possibilidade de mucosar algo e entrar em Santiago de vôo internacional.

Na saída do aeroporto, encontrei a pessoa que tinha combinado, e quando menos esperava vários chilenos grudaram oferecendo todo tipo i e inimaginável de transporte – o que chega a irritar. Trocamos alguns dólares por pesos chilenos e bora pro albergue de transfer (uma van, que por 5700 pesos te leva até a portal do hotel/hostel). Durante o trajeto, conversando em portugues, as 2 (e únicas) pessoas sentadas no fundo da van soltaram um ”Vocês sao brasileiros? A gente também!”. Em resumo, eram de Floripa, e nunca mais nos encontramos.

A priori nao iamos para o Bella Vista (hostel), pois pegariamos um onibus noturno direto para a cidadela de Pucon, localizaçao do vulcao Vilarrica – um dos, senao o maior motivo para visitar o Chile. Mas a chuva apertava, e resolvemos deixar nossas malas por lá (ou melhor, por aqui). O albergue fica em uma ótima localizaçao – um bairro boemio de Santiago, lotado de pubs e bares. O ambiente é todo meio “guerrilha” meio “nós-somos-jovens-jovens-jovens-somos-do-exército-do-exército-do-surf”. Duas cozinhas, maquina de lavar, 3 computadores com internet e tudo liberado, vários quartos, pebolim (ou totó), sinuca, tela de LCD, violao, etc. Ainda no balcao, nos deparamos com outro brasileiro, que estava sentado conversando com alguns “gringos” (o que só percebi ser equivocado da minha parte, hoje – dia 16 – pois o gringo aqui sou eu). Pegamos informaçoes de como comprar a passagem de Pucon e fomos conhecer o metro (e terminal de onibus) de Santiago. Na volta ainda fomos na caminhada para um outro albergue que algumas conhecidas estariam e conhecemos um chileno que adorava zoar o futebol brasileiro. Rapaz gente fina, mas nem ligou quando eu zoei que o Palmeiras eliminou o Colo-colo. Na verdade nem sei mais se o Colo-colo é realmente um time chileno. Gracinhas das atendentes quando pedimos 12 empanadas de queijo (pastéis). Muita chuva depois, resolvemos parar num pub/bar na mesma rua e chuta o que eu tomei:

Pub - Stella Artois

Pub - Stella Artois

Mas claro, vir até aqui e tomar uma cerveja européia nao é muito inteligente. Já emendei numa “Escudo” e  até agora (desconsiderando a Heineken que acompanhou as empanadas e o bar de hoje) nao tive motivo para experimentar outra. Cervejinha muito da boa, vem meio litro na menor garrafa, e é mais barato que os 5 dólares da Stella Artois.

Cerveja Escudo

Cerveja Escudo

Resolvemos passar no hostel para ver se algum(a) conhecido(a) tinha chegado. Aí veio a bomba: Devido ao excesso de chuvas, todo mundo tinha cancelado  a viagem a Pucon. Nao é seguro tentar subir o vulcao. Até cogitei por um tempo irmos sozinhos para lá e contar com a sorte, mas acabamos voando para o terminal e trocando nossas passagens por pesos denovo. Povo chileno pega e resolve, nao fica criando empecilhos por bobagem. Na propria passagem estava impresso que reembolsos só seriam feito caso fossem notificados 4 horas antes da saída do onibus. Avisei cerca de 1 hora antes e o processo foi imediato, sem frescura ou aquele jeitinho brasileiro de sempre sair por cima.

Voltando ao albergue, improvisamos uma reserva (paramos num quarto com 12 pessoas e misto) e ao entrar na sala de computador, uma ótima surpresa… A sala estava lotada de brasileiros, um violao e alguns gringos tentando cantar/dançar. Até eu cantei algumas e toquei algumas. Uma noite muito agradável, que foi extendida para um boteco e ainda um outro bar.

Toca Raul febox...

"Toca Raul febox..."

Foi um belo dia. Em breve posto detalhes dos outros dias.

Ah, e o metro de Santiago tem rodas.

Metro com rodas

Metro com rodas

Próximos dias… longe daqui.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

É pessoas, o mundo dá voltas, e algumas delas são extremas e inesperadas. Depois de um 2008 turbulento, 2009 parecia tomar o mesmo caminho. Breve e equivocado engano da minha parte.

Nesse domingo embarco com nada mais que a minha mochila para o Santiago (Chile) e de lá pego um ônibus para a cidade de Pucon.  Lá, o objetivo é conquistar o topo do Vilarrica, vulcão em atividade coberto por neve. Não é uma tarefa tão simples, e confesso que fiz um leve trabalho de condicionamento físico para isso.

Conseguimos juntar um pessoal muito legal que encarará tudo isso juntos. Não sei qual será a disponibilidade de internet por lá, mas pretendo publicar o andamento, os passeios, os resultados e muitas fotos. Portanto, acompanhem e comentem!

Outros blogs a acompanhar (os autores estarão lá comigo – inclusive, já estão viajando):

http://diomochila.blogspot.com
http://route777.blogspot.com

Alguns posts de outros assuntos aparecerão por aqui, já estão prontos, programados para aparecerem automaticamente e não deixar esse blog às moscas (o que será bem sinistro se acontecer algo no vôo heheheh – blogueiro fantasma *3 soquinhos na madeira*).

“Puro, Chile, es tu cielo azulado,
puras brisas te cruzan también,
y tu campo de flores bordado
es la copia feliz del Edén
Majestuosa es la blanca montaña
que te dio por baluarte el Señor,
y ese mar que tranquilo te baña
te promete futuro esplendor.”

(Veja aqui o meu post do dia dos namorados do ano passado. O nome do blog era “Histórias de um futuro mochileiro” mas devido ao excesso de problemas em 2008, virou um belo de um poço de lamentações – o que fez eu até mudar o nome e colocar apenas “febox”. Em 2009, vida 200% diferente. E em 2010, como será o meu post do dia dos namorados?)